Novembro: o mês mais bonito de todos
- Paula Freitas

- 4 de nov. de 2020
- 1 min de leitura
Atualizado: 13 de fev. de 2021
Novembro.
Doce Novembro.
Tu que reformularás as nossas vidas e dar-nos-ás a conhecer o seu verdadeiro sentido, chegaste.
Sê bem-vindo.
Que, doravante, serás, para nós, o mês mais bonito.
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Não obstante...
Trouxeste contigo uma nova tempestade pandémica, que embora anunciada antemão, tem vindo a assolar os meus dias de luz.
Em verdade te escrevo, que não imaginara exequível Portugal chegar aos números com que todos os dias me desperta.
Pelo menos, não com esta ligeireza.
E porque confiei em nós.
Humanos.
❧
Viver o amor em tempos de pandemia, é realmente, tarefa hercúlea.
Pelo menos, para mim, mãe de primeira viagem.
O medo é o sentimento que prevalece.
E me vence pelo cansaço.
Detenho vários:
Ficar infetada.
Infetar.
Ver os meus - raios de sol - infetados.
Perdê-los.
Concomitantemente, detenho várias carências:
Falta-me o calor humano.
Dos que me são próximos.
Dos que me são tudo.
❧
Como é surreal viver o meu sonho mais bonito neste clima aterrador!
Onde não há abraços.
Toques.
Carinhos.
Segurança absoluta.
Mas é assim que vou vivendo.
A gravidez.
Os dias.
A vida.
E até quando só o Universo saberá.
❧
Portanto, querido novembro, procura ser leve.
Para mim.
Para nós.
E que, apesar de tudo, continues a permitir-me perpetuar – das poucas formas possíveis – a fase mais sublime da minha vida.
[como neste bonito dia de outubro, em que numa sessão fotográfica, eternizei a minha gratidão por estar a gerar uma nova vida.]







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