Que não esqueçamos isto 🕊
- Paula Freitas

- 28 de jan. de 2023
- 1 min de leitura
Atualizado: 2 de ago. de 2023
Todos sabemos que a vida é efémera demais para perdermos tempo com uma existência medíocre.
É volátil.
Incerta.
Não obstante, vivemos como se nunca fôssemos morrer.
Adiamos sonhos.
Anulamos o que amamos. Quem amamos.
Aguentamos o que não suportamos.
E assim, morremos antes do tempo.
Profissionalmente, sou, regularmente, exposta ao sofrimento do outro. Vivencio a agonia.
O mau trato incutido pela doença.
Não raras são as vezes em que, sentada no leito, observo a vida de alguém a escapar-se-lhe, silenciosamente. O último suspiro chega e, com ele, toda uma vida se encerra.
A morte, independentemente de como chega, iguala-nos.
A vida, diferencia-nos. Corrompe-nos.
Não somos bons o tempo todo; bem pelo contrário.
Agredimos com palavras, principalmente, aqueles que nos são amor.
Causamos feridas que infetam e amputam, ainda que taciturnamente.
Apressamo-nos nas palavras, que nem tudo sabem dizer.
Não demoramos a julgar. A concluir. A recriminar.
E nesse entretanto, a vida acontece.
Enquanto a dilapidamos com ressentimentos desnecessários, ou a estagnamos por causa da mágoa alheia, todos perecemos um pouquinho a cada dia.
É, pois, premente reforçarmos o nosso equilíbrio mediante a destruição, desunião e desarmonia, desencadeadas pelo outro.
É premente atentarmos para aquilo que nos invade; que nos alimenta; que nos exalta.
É premente cessarmos de ser, também nós, esse "outro".
Aprendamos, por conseguinte, a neutralizar a animosidade de outrem e a viver somente na luz.
Por vezes, o cuidado de Deus nas nossas vidas também é o de fechar portas:
que não esqueçamos isto.
🕊




A vida corre e com ela leva o tempo que já não volta! Aproveitar o momento em família, sentir o sol que aquece a alma ou até saborear o acordar tardio numa manhã de outono é o que vale a pena. Aprendemos com a correria da vida que as palavras duras e os momentos cruéis em nada nos acrescentam. Só o bem importa, sempre... 😊